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Bairro de Benfica

Calhariz-Monsanto: 50 novas famílias passam a ter casa em Benfica

Mais 50 famílias passam a ter casa em Benfica. O dia 25 de agosto, foi dia de abrir as portas do novo edifício Calhariz-Monsanto e de entregar os contratos de arrendamento às famílias selecionadas através do Programa Renda Acessível.

Construído pela Junta de Freguesia de Benfica, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num terreno cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, o novo edifício representa mais um passo concreto na estratégia local de habitação pública que está a transformar a freguesia.

São 50 novos apartamentos — 42 T1, 4 T2 e 4 T3 — para 50 famílias, que encontram agora em Benfica uma casa onde viver e onde construir o seu projeto de vida.

A cerimónia de inauguração contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, do Presidente do IHRU, Benjamim Pereira, de vereadores, autarcas, representantes de instituições da freguesia e, sobretudo, das famílias que receberam os contratos das suas novas casas.

Uma estratégia de habitação que já está a mudar Benfica

O Calhariz-Monsanto é uma peça de uma estratégia mais ampla.

Entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, a Junta de Freguesia de Benfica conseguiu comprar, reabilitar, construir e entregar 150 habitações, criando resposta para 380 novos moradores.

No conjunto dos projetos em curso ou previstos, a estratégia representa mais de 1.000 habitações públicas em Benfica, entre habitações promovidas pela Junta de Freguesia, pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo IHRU.

São números que representam muito mais do que casas.

Representam famílias que permanecem em Lisboa, trabalhadores que conseguem continuar a viver perto dos seus empregos, crianças que crescem na sua cidade e pessoas que deixam de viver com a incerteza de não saber onde poderão morar no futuro.

Os dados relativos às famílias que já beneficiaram destas respostas mostram também uma realidade muito concreta: 75% têm formação ao nível do ensino secundário ou superior e 93% estão empregadas, sendo que 86,6% trabalham por conta de outrem.

São professores, polícias, técnicos, estudantes-trabalhadores, profissionais da educação e da saúde, trabalhadores da restauração, do comércio e de muitas outras áreas — uma população ativa que, apesar de trabalhar e contribuir diariamente para a cidade, enfrenta dificuldades crescentes em encontrar uma habitação compatível com os seus rendimentos.

Para muitas destas famílias, a habitação pública significa uma mudança profunda nas suas condições de vida. 40% dos novos arrendatários não tinham capacidade para assegurar uma resposta habitacional exclusiva para o seu agregado familiar, enquanto 21% viviam em casas de familiares ou amigos e 17% ocupavam apenas parte de uma habitação.

Ao mesmo tempo, 60% das habitações atribuídas têm rendas inferiores a 400 euros, representando uma redução média de 233 euros nas despesas mensais dos agregados.

Uma nova centralidade no norte de Benfica

O edifício Calhariz-Monsanto integra uma transformação mais ampla desta zona da freguesia.

Aqui convivem já a Residência Universitária de Benfica, com 120 camas, a Creche do Monsanto, com capacidade para 62 crianças, novas habitações, equipamentos desportivos e de lazer, novos arruamentos, o largo e o coreto da “aldeia”, novas soluções de estacionamento e uma ligação pedonal mais segura pela Estrada do Calhariz de Benfica.

É uma transformação feita através da colaboração entre Junta de Freguesia de Benfica, Câmara Municipal de Lisboa, IHRU e parceiros privados, demonstrando que a resposta aos desafios da habitação e da regeneração urbana exige trabalho conjunto e uma visão de longo prazo.

E o trabalho não termina aqui.

A requalificação da Estrada da Buraca, o reperfilamento da Rua José Augusto Seabra, a ligação ciclável entre a Rotunda de Pina Manique, o Campus do IPL e a Avenida Carolina Michaelis, a ligação mais direta a Monsanto e a valorização da identidade da Aldeia de Benfica são alguns dos desafios que continuam no horizonte.

Uma freguesia onde é possível ficar

Com mais de 300 milhões de euros de investimento público mobilizado ou previsto para habitação e centenas de novas casas em diferentes projetos, Benfica está a afirmar uma estratégia clara: criar condições para que as pessoas possam continuar a viver na Freguesia.

Só através da estratégia da Junta de Freguesia de Benfica, estão previstas mais de 350 habitações, às quais se juntam mais de 400 promovidas pela Câmara Municipal de Lisboa e cerca de 260 pelo IHRU.

No total, são mais de 1.010 habitações públicas, que poderão representar mais de 3.000 novos moradores em Benfica.

O objetivo é claro: recuperar, através de respostas de habitação pública, a população que a freguesia perdeu ao longo da última década e garantir que Benfica continua a ser uma freguesia para viver e não apenas para trabalhar ou passar.

Porque uma freguesia não se mede apenas pelas obras que constrói.

Mede-se pelas vidas que consegue transformar.

E ontem, no Calhariz-Monsanto, foram 50 famílias a começar uma nova etapa das suas vidas.

50 casas. 50 famílias. 50 novos começos.

E mais um passo para que Benfica continue a ser uma freguesia onde há espaço para viver, crescer e ficar.